Vou com as minhas asas feridas e doridas voar
serei como o condor solitário mas sorridente
repousarei o meu olhar para avistar o horizonte
Liberto de correntes e pensares vou esvoaçar
ver o mundo girar e as nuvens vou ver passar
Vou esquecer que na praia azul do meu sentir
Jazem ilusões desfeitas e sonhos destruídos
Queixumes e ais de penas de poesia paridos
De mente, alma e corpo cansados sem sorrir
na sacola dos sonhos transportarei o provir
Aconchegado ás saudades e às recordações
Com o sentir em fogo arder em plena chama
e a dor espalhada, gravada e cravada na alma
Com o coração magoado e aos trambolhões
Vibrarei e me exaltarei com as outras paixões
Um dia acordarei e não sentirei mais esta dor
esquecerei aquele leito quente, suave e macio
Aquele lugar agora tão longínquo vazio e frio
Que recolhia em segredo nossa paixão e amor
E nos fazia sorrir felizes radiosos de ardor
Vou em busca de ternura, de paz e carinho
sem fé, emoção, contrafeito e entristecido
de braços pendentes e de vontade vencida
Sem estrelas no meu branquejante caminho
e esquecer aquele ninho de outrora
Vou sim, vou esvoaçar por esses céus fora
com as minhas asas doridas no céu dançar
Ao ninho, um olhar imaginativo irei lançar
mágoas, amarguras, ais e dores irão embora
sorrir à vida para que me sorria sem demora
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