Dúvidas sobre a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro 1

Amigos, não posso deixar de compartilhar com vocês minhas apreensões quanto a intervenção militar na Segurança do Rio de Janeiro, decretada pelo Temer. Torço para que traga resultados e que diminua a criminalidade, mas não posso fechar os olhos ao que me causa muito desconforto, pois trata-se de questões que ninguém responde, ou por hora, não há respostas para as mesmas, são elas?

  1. Porque o Rio de Janeiro sofreu intervenção se não o Estado mais violento do Brasil?

Todos os dados mostram, isto, mas o Rio de Janeiro foi escolhido, mesmo sabendo que a outros grupos criminosos mais perigosos dominando o cenário nacional;

Dados do 11º Anuário de Segurança Pública, realizado pelo Fórum. Publicados pela EXAME

 

2. Se o General escolhido terá plenos poderes porque os militares não terão poder de Polícia?

Não consigo entender como tomar conta da segurança sem poder prender efetivamente, atribuição do poder Judiciário, no mínimo isto gerará um conflito. Eles poderão dar ordem de prisão apenas em flagrante delito

 

 

3. Quem irá sofrer com as investidas militares?

O grande problema está nas favelas, ou nos grande consumidores de drogas que como se sabe, não moram lá.

“O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira que está sendo avaliada a possibilidade de uso de mandados de busca e apreensão coletiva nas comunidades do Rio de Janeiro durante a intervenção federal militar na área de segurança” (Segundo o site da BBC em http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43122197)

Acredito que violência não é melhor caminho para se solucionar tais questões.

4. Porque a área da Saúde e da Educação não sofreu intervenção uma vez que tais aparelhos estão sucateados e falidos?

O projeto anterior de UPPs falhou justamente ao levar a policia sozinha ser acompanhada do social, da saúde e da educação, a meu ver, estamos repetindo o mesmo erro

É difícil responder, ainda não se sabe bem. O que temos visto são especulações, jogadas de Marketing, achólogos de plantão e muita matéria para a mídia jornalística montar o teatro de sempre.

Repetindo, torço para que dê certo e que a criminalidade diminua;

Torço para que os militares não morram como morram como os nossos policiais;

Torço para que o Exército não perca o descrédito da população;

Torço para que os nossos jovens pretos e favelados não sejam a parte mais fraca desta corda de interesses em nosso Estado.

By Júlio César Medeiros

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