Dica 1. Se tiver que fazer comparações, compare-se consigo mesmo no passado e não com outra pessoa no presente

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Quero aqui iniciar uma série de posts sobre como Começar bem 2021! Sei que esta pandemia de fato está nos fazendo muito mal e alterando dolorosamente o nosso cotidiano. No entanto, é preciso que nos lembremos de que a vida segue e com elas os problemas que todos nos vivenciamos, afinal, viver é preciso. Para melhorar a nossa vida e quem sabe o mundo, deixo aqui algumas dicas para superarmos a nossa própria dificuldade e avançarmos na direção de um viver melhor, afinal, a despeito de tantas mortes e perdas causadas por estes tempos pandêmicos, ainda temos os nossos problemas pessoais que por sua vez não pararam de acontecer e de se amontoarem cada vez mais. Pensando nisto, deixo aqui a minha primeira dica: compare-se consigo mesmo anteriormente e não a outras pessoas no presente.

Comparações

Inevitavelmente, estamos sempre fazendo comparações e elas não são más, ou seja, são até benéficas. É através delas que mensuramos o que devemos ou não fazer, se vale ou não à pena nos esforçarmos por algo e qual o caminho a seguir. Assim estamos sempre comparando coisas e criando escalas de valores para mensurarmos o que deve ou não ser feito.

Nosso celebro, mesmo que não percebamos está fazendo isto o tempo todo e ao fazê-lo, felizmente, podemos tomar decisões e buscar novos caminhos. Criamos padrões ou aceitamos padrões que são impostos pelo convívio social. De fato medidos tudo mesmo que inconscientemente. Você mesmo agora deve estar comparando e medindo o meu post (fico tenso agora que te lembrei disto). Fazer escolhas é no final, de tudo, fazer comparações. O problema é que geralmente, na busca pela mensuração do melhor caminho ou das escolhas a se fazerem, dificilmente olhamos para nós mesmos ou nos tomamos como padrão. Temos dificuldade de olharmos para nós mesmos porque talvez seja doloroso, ou porque estamos sempre olhando ao redor na busca por padrões mesuráveis.

Nas redes sociais a medida do “bom” e do “ruim” é mensurado pelos números de likes, joinhas e deslikes. Assim muitos likes sinalizam que estamos avançando, somos populares, de que as pessoas gostam de nós, de que estamos no caminho certo, ainda que tenhamos de dormir pensando no que fazer amanhã para conseguir mais aprovação social e por sua vez, mais likes e termos a leda sensação de que estamos avançando e, por conseguinte, crescendo na vida. E mesmo que não estejamos nas redes sociais, estamos sempre olhando para o lado para ver o carro novo do vizinho, ou novo emprego do marido de fulana; ou até que nível social nosso amigo de infância alcançou, o que nos traz, às vezes uma sensação de que não somos o que deveríamos ser nem ter, pois como diz o ditado: a grama do vizinho é sempre mais verdejantes que a nossa, e pode ser mesmo.

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Então somos tomados pelo desespero, pois nosso padrão de medida nos indica de que não chagamos aonde deveríamos chegar. Que as promessas sobre quem seríamos não se cumpriram e que sempre estamos aquém do que deveríamos ser. Isto cria uma angustia profunda onde tudo o que se quer é ser “tal como”, alcançar “tal nível” e por aí vai. Uma vez frustrados acabamos por perceber, não de todo errado, de que, devemos ter falhado em alguma área, ou que a vida foi injusta conosco, afinal, não nos proporcionou as condições necessárias para o nosso progresso. O inicio de uma profunda amargura pode se instalar neste ponto e ressentimento é um péssimo companheiro.

O Nós como padrão do que somos

É impossível pararmos de medir as coisas e fazermos comparações, por isto, ela não é negativa, negativo é o fato de olharmos e nos comparamos com os outros. Ao fazermos isto, não avaliamos o todo, vemos apenas o aparente, o que desponta na ponta dos Icebergs da vida, nas redes sociais; o que sobressai nas rodas de conversas onde todos os homens contam vantagens de todo tipo. Não percebemos que esta comparação não é justa porque você acaba se avalia pelo todo, ou seja, pelo que você é, e comparando apenas com o que você percebe do outro. Dito de outra forma, você pode não ter conseguido um excelente emprego como seu amigo, mas a sua esposa não está tendo um caso extraconjugal como a dele; Você pode nem ter grama, nem mesmo jardim, morar num apartamento, ou melhor “apertamento”, mas ter o acolhimento familiar dos que você ama. É que você não vê que por traz do que aparenta ser, todos escondem muitas dores e frustrações, e uma aparência de sucesso pode ocultar um grande vazio de sentido e significado de vida. Estas coisas não ditas nem postadas em redes sociais, não cabem em selfs nem em mídias. A vida real esconde armadilhas quase invisíveis. Já pensou no fato de que você também possa estar sendo medida para alguém? se surpreenderia se descobrisse que o “tal bem sucedido”, ou a mulher mais “popular das redes sociais” adoraria ser você. Enfim, usar o outro, ou a outra como medida não é justo.

Fazer assim te trará apenas frustração e desespero tornando te uma pessoa vencida pelo cansaço e tomada pela amargura das coisas que não alcançara. Se entrar assim no próximo ano, continuarás repetindo os erros que te trouxeram até onde você está: olhando pro lado em busca de parâmetros de comparação enquanto deveria estar olhando para si mesmo.

A importância de olhar para si no passado

Então, se tiver de fazer comparações, que você se compare consigo mesmo(a), afinal você é único(a)! olhe a sua própria trajetória. Perceba como você iniciou sua jornada existencial. Este deve ser o seu ponto de partida e mensuração do que você foi e projetá-la no que você deveria ser.

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O desespero de uma vida de mensuração e comparação melhora quando ao olharmos o passado, ou seja, do ponto em que iniciamos a nossa jornada, e verificamos que, inevitavelmente, avançamos em alguma área da vida. Percebemos que não somos mais quem nós éramos, crescemos, amadurecemos e aprendemos muito, ou pelo menos deveríamos ter aprendido. Este retrospecto é necessário para nos orientarmos no palco da vida a apresentarmos sempre o nosso melhor papel que, por sua vez, não é o que alguém deliberou para nós, mas o que nós mesmos escrevemos com nossas as nossas ações.

Ao olharmos em retrospecto, o ano de 2020, parece terrível e de fato o foi, mas só de se ter atravessado por ele e ter alcançado 2021 já é uma grande vitória. Se percebêssemos isto e víssemos o quanto avançamos ficaríamos surpresos com o nosso progresso.

Que tal fazer isto agora. Olhe para o que você foi, onde você estava há 10 ou 20 anos atrás e se surpreenderas com os resultados. Mesmo que você perceba que, talvez, por um infortúnio da vida, você não progrediu, o fato de você ainda estar de pé, lendo este post, significa que os problemas que você enfrentou não foram suficientemente grandes a ponto de paralisá-lo(a).

Parte do que eu compartilho aqui eu não nasci sabendo, mas aprendi com o livro 12 Regras para uma vida: Um antídoto para o caos de Jordan B. Peterson. Apesar do título daqueles que parecem sugerir uma receita de bolo (desconfie deles também ha ha ha), o seu texto me surpreendeu de muitas maneiras positivas e me mostrou que o olhar para o nosso passado é mais positivo do que eu imaginava. Vale a leitura do livro, apesar de um título que acredito não estar a altura do texto.

Confesso que ainda o estou lendo, mas não poderia deixar de vir compartilhar as minhas próprias leituras e releituras do que ocorreu me à mente e, no intuito de melhorar a mim mesmo e, quem sabe aos que me cercam, pus me a escrever este texto com um pouco do que aprendi e adaptei a partir de minhas próprias vivencias.

Então não se esqueça, da próxima vez que for comparar, nada de olhar pro lado, pois você é melhor medida de você mesmo. Você só precisa melhorar a versão daquilo para o qual você foi criado.

(Ps. Corrigindo o texto, vi que o título que dei, acaba por parecer uma receita também, ha ha ha, como eu disse, desconfie dela, mas espero que tenha te surpreendido, pois apesar de parecer um receita pronta, como o livro que li, cabe a cada um dar o seu toque especial)

Até a próxima,

JCM

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